segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Respostas, sempre provisórias, para as questões:
_Por que desejo ser professora? Como quero ser? O que quero evitar fazer como professora?
Respondo retomando perguntas presentes no texto História pessoal e política social em estudos curriculares, de Ivor Goodson: "Mas como o estilo de vida pessoal e a pedagogia interagem? Até que ponto a pessoa influencia o papel de professor?" E devo que responder que totalmente, espero. No trabalho com arte, nunca o lado pessoal é renegado. Em nenhum momento o indivíduo se esconde, por completo, atrás de outro papel. Mesmo no teatro, quando o ator (criador) interpreta é a sua visão sobre determinado personagem que ele expõe. E assim, na sala de aula, o trabalho do professor se baseia na busca do conhecimento e questionamento, por ele e pelos alunos, sobre as questões do mundo. As interpretações/conhecimentos/ construções devem ser buscadas, construídas, dialogadas, criticadas (sim, a crítica faz parte da formação... só depende da sua forma), reformadas, enfim...com a ajuda/direção/atuação do professor.

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Sobre saberes e aprendizagens docentes...
A formação do professor não acontece por unicamente uma via. Todas as experiências vivenciadas (desde experiências familiares, culturais, de lazer até experiências como aluno) são fatores fundamentais na construção de um professor. Por isso, essa formação também não é estática, imutável. Ela é recriada a cada dia, a cada nova experiência, a cada nova experimentação. É claro que toda a carga acumulada constitui o professor, mas o mais importante é estar disponível para aprender. Aprender a dar aula naquele dia, para aqueles alunos, aquele conteúdo. A experiência deve ser capaz de ensinar o professor a arte da improvisação, com controle, com responsabilidade e, principalmente, com criatividade.


http://youtu.be/MJn5KNYNgE0

Filme Como Estrelas na Terra - Toda criança é especial



terça-feira, 30 de agosto de 2011








Quando terminei o Ensino Médio, decidi que cursaria Fisioterapia. E assim fiz. As pessoas que me conheciam, que sabiam sobre meu amor pelo palco me perguntavam: "Mas por que não teatro?". Teatro? Teatro, não! Muito inseguro, muito dificil...Teatro não! Mas, já cursando Fisioterapia na Unisinos, e morrendo de saudade do "fazer teatral", resolvi que iria prestar vestibular para Teatro e, se passasse, cursaria aos poucos, só pelo amor, sem o objetivo profissional. Só pelo prazer.

Em 2004, ainda na Fisioterapia, ingressei no Teatro, na época ainda Artes Cênicas, na UFRGS. Aos poucos, a ordem foi se invertendo, a Fisio perdendo espaço, até que, em 2007 larguei a Fisioterapia durante uma aula (sim, saí da sala enquanto o professor de Farmacologia falava sobre coisas que eu não queria entender) e assumi de vez a minha escolha : TEATRO? TEATRO, SIM!!! TEATRO PRA SEMPRE!!!

Cursei o Bacharelado com toda a paixão necessária a um ator, pois, como disse Nelson Rodrigues : "Sem paixão não dá nem pra chupar um picolé.". Mas Licenciatura não! Professorinha de teatro não! Me via, como ainda me vejo, atriz. Não há nada mais gostoso do que entrar no palco, sentir o cheiro, conhecer as coxias, ter o corpo aquecido pela luz, estudar um texto, suar, rir e chorar, enlouquecer nos ensaios. E, pra mim, a Licenciatura afastava o profissional da prática. Acalmava-o. Eu não queria essa calma. Licenciatura não !

Mas, com a formatura veio aquilo que eu chamo de Limbo. Vagando no espaço que se criava quando não estava nem no palco, nem na sala de aula. E aos poucos, pra não assustar, fui assimilando a idéia de voltar pra UFRGS, agora para a Licenciatura. Licenciatura? Está bom...pode ser!

Sou atriz, sempre vou ser atriz. Toda vez que entrar em uma sala de aula para trabalhar com alunos, serei atriz. E percebi que poderia ser assim através dos professores-artistas com os quais me envolvi, aprendi, troquei durante a minha primeira formação. Licenciatura sim ! Vamos lá!!




Na imagem, Ciça Heckziegel e Gisela Habeyche, atrizes-professoras-artistas-mestres, com o ator Thiago Pirajira, em trabalho da Usina do Trabalho do Ator (UTA)











quarta-feira, 17 de agosto de 2011

O início

Enquanto cursava Bacharelado, tinha uma certeza : Não seria professora ! Não cursaria Licenciatura ! A lembrança dos "teatrinhos" em sala de aula me faziam tremer. O teatro escolar, muitas vezes, consegue afastar, muito mais, as crianças da arte do que aproximá-las. Com o tempo porém, me rendi ao trabalho lúdico e formador com crianças pequenas e aceitei a oportunidade de voltar à universidade, desta vez na Licenciatura, no ano de 2011. E acredito que agora percebo muito mais a grandiosidade do trabalho do professor e a responsabilidade que, antes não estava preparada , agora assumo com gosto !
Ainda no primeiro semestre, me envolvi com o NEPIE (Núcleo de Estudos em Políticas de Inclusão Escolar) e, bolsista na pesquisa sobre Políticas de Inclusão de Crianças com Necessidade Educacionais Especiais, encontrei ainda mais motivação e interesse em desenvolver meu trabalho.