A utilização de tecnologias na escola...
Sei que a utilização de instrumentos modernos e tecnológicos no processo de ensino – aprendizagem é extremamente válido. Mas percebo que, nem sempre, esse uso se dá da maneira mais proveitosa. Há uma preocupação por parte dos professores e das escolas em se mostrarem “ligados” nas novas formas de conexão. Isso acaba fazendo com que a ferramenta deixe de ser uma ferramenta e se torne quase que o centro da aula. A matéria e a experiência perdem espaço para a montagem do “circo tecnológico”, onde um computador demora mais tempo para ser ligado do que o tempo destinado à reflexão do aluno sobre aquilo que a ferramenta deveria apontar.
Pensando assim resolvi trabalhar com o mesmo objeto trabalho pela professora Nádie Christina F. Machado e relatado no texto “O chamado à vida: um objeto de aprendizagem baseado no conceito de sombra jungiano” : o quadro A VOCAÇÃO DE MATEUS, de Caravaggio. Mas a minha área é teatro e o teatro não trabalha à distância. Assim, proponho que os alunos levantem da frente de seus computadores, se juntem, se mexam, conversem, discutam e experienciem, pois, segundo Byington, “O que realmente se fixa na memória é o que se vive, e o que se vive precisa de emoção.”
Pois bem, como trabalhar, utilizando ferramentas motivadoras e atraentes, o conceito de sombra proposto? Em um trabalho de iluminação. Utilizando spots diversos, mesa de luz, lanternas e velas e fazendo com que eles criem seus próprios jogos de luz e sombra e, através disso, criem climas, ambientes e sensações. Criem luzes e sombras significativas, que expressem o que está sendo mostrado e o que está sendo escondido nas suas imagens. Que realizem a análise de cada componente da imagem. Que procurem outras formas de expor, que não seja a pintura. Fornecendo links sim (compartilhamento de vídeos, imagens, músicas e sons que poderia muito bem ser feito através da internet, através de blogs de criação de personagens, de criação de cenas). Mas o mais importante é que tais links, tais ferramentas seriam apenas ferramentas e não respostas. Ferramentas que possibilitem aos alunos suas próprias criações, conexões e aprendizagens.
Olá Ariane,
ResponderExcluirque boas tuas ideias! Pegaste bem o espírito da utilização da tecnologia, esse espírito que a vê como um instrumento, um meio para que o ensino/aprendizagem aconteça de forma mais dinâmica, participativa e agregadora, não um fim, algo que limita. Incrível tua utilização do quadro e a transformação desse ponto inicial em uma atividade que engloba esses aspectos positivos do uso da tecnologia.
Abraços, Anelise.